08 dezembro 2014

{Resenha} Sete dias sem fim - Jonathan Troper

Nome do livro: Sete dias sem fim
Autor(a): Jonathan Tropper
Editora: Arqueiro
Nº de Pág: 295
Classificação:

Sinopse: Judd Foxman pode reclamar de tudo na vida, menos de tédio. Em questão de dias, ele descobriu que a esposa o traía com seu chefe, viu seu casamento ruir e perdeu o emprego. Para completar, seu pai teve a brilhante ideia de morrer.
Embora essa seja uma notícia triste, terrível mesmo é seu último desejo: que a família se reúna e cumpra sete dias de luto, seguindo os preceitos da religião judaica. Então os quatro irmãos, que moram em diversos cantos do país, se juntam à mãe na casa onde cresceram para se submeter a essa cruel tortura. Para quem aprendeu a vida inteira a reprimir as emoções, um convívio tão longo pode ser enlouquecedor. Com seu desfile de incidentes inusitados e tragicômicos, Sete Dias sem Fim é o livro mais bem-sucedido de Jonathan Tropper. Uma história hilária e emocionante sobre amor, casamento, divórcio, família e os laços que nos unem - quer gostemos ou não. 

Judd Foxman está passando sem dúvida pelo pior momento de sua vida, desde que pegou sua mulher na cama com seu chefe e literalmente incendiou as partes baixas deste, perdeu sua casa, seu emprego e o rumo de sua vida. Ainda sem forças para retomar as rédeas da própria vida, é retirado da clausura de seu porão alugado pela notícia da morte de seu pai. 

Mas não é só isso, logo após o enterro realizado em sua cidade natal ele recebe a notícia de que ele, sua excêntrica mãe, seus 3 irmãos (Paul, Philip e Wendy), sobrinhos e cunhados devem cumprir a shivá, período de luto tradicional dos Judeus, onde os enlutados passam 7 dias dentro de casa recebendo visitas de parentes e conhecidos. 

Acreditem, para a família Foxman isso é pior do que parece, Judd e os irmãos são incapazes de demonstrar seus sentimentos, por isso reduziram ao máximo o convívio, e quando são obrigados a ficar sob o mesmo teto a ironia pura e sincera permeia os diálogos, que quase invariavelmente terminam em briga. Já a mãe, que faz sucesso no mundo literário a décadas com um livro sobre como criar os filhos, tem o histórico de constranger seus próprios filhos, não só por atrelar seus nomes a fatos constrangedores em seu livro, mas principalmente por falar sobre os assuntos mais íntimos dos membros da família na frente de qualquer pessoa.

Nos sete dias em que são obrigados a passar juntos cada um dos irmãos acaba por revelar seus problemas: Judd foi traído pela mulher, Paul não consegue engravidar a esposa, que também é ex-namorada de Judd, Wendy tem problemas com o marido que está sempre ocupado com os negócios enquanto ela tenta educar os 3 filhos, e o caçula Philip, que é a ovelha negra da família, esta namorando uma mulher muito mais velha e bem sucedida que ele, na escancarada tentativa subir na vida da forma mais fácil.

Não bastasse seus problemas atuais, o convívio intenso trás a tona conflitos vividos entre os irmãos no passado, ressentimentos, culpa, decepções, tudo ressurge com muita intensidade e vira pauta do dia sem qualquer sutileza e com muito humor negro.

A narrativa é bem acelerada, a leitura é fluída e a forma tragicômica como o Autor conta a história é hilária, os acontecimentos mais inusitados me mataram de rir. Ao melhor estilo do humor sarcástico os personagens combatem entre si ao mesmo tempo em que se comovem com os problemas um dos outros, se reencontram com a memória do pai falecido e se reaproximam como família.

Com este livro Jonathan Tropper mostrou uma cômica mas não irreal versão de família, na qual os filhos são herdeiros não só dos bens e da genética, mas também das inabilidades emocionais de seus pais, e se afastam para evitar confrontos mas sem nunca deixar de se importar uns com os outros, ainda que não saibam como demonstrar isso.

Eu adorei! É uma leitura muito descontraída, do tipo que deixa a alma leve. Tem humor e drama nas medidas certas, é hilário mas ao mesmo tempo emocionante, os personagens são muito reais, factíveis e carismáticos, me apeguei a cada um deles, pelos seus defeitos, pela sinceridade acima dos limites do bom senso, pelo humor pejorativo, pela disposição ilimitada de se atacar, mas também pelos momentos de carinho disfarçados e de afeto desajeitado.

Só não favoritei porque queria mais, queria saber mais sobre o futuro do Judd, sobre suas decisões e consequências deste período na vida dele, fiquei com a sensação incomoda de interrogação. Mas ainda assim eu recomendo, se você gosta deste gênero não deixe de ler, se nunca leu nada neste estilo experimente!

11 comentários:

  1. Não sei se o livro é bom ,mais já vi o livro e é lindo,romântico,fofo e uma lição de vida muito engraçada.

    http://pormarinasantana.blogspot.com.br/

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    1. Ahh eu estou doida para ver o filme!!! Que bom que vc achou engraçado, estava com medo de não corresponder as expectativas!

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  2. Oi, Mari!
    Adorei sua resenha! É a terceira que leio a respeito desse livro e todas foram tremendamente apreciativas (rs). Tenho certeza de que adorarei esse livro, sabe? Não é fácil viver em família, mas aprendemos com nossos erros e com os erros dos outros quando nos permitimos melhorar. Eu acho que esse livro é, também, um convite para problematizar questões sérias com humor. :)

    Vou ler, com certeza!
    Beijos!
    http://www.myqueenside.blogspot.com

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    1. Oi Francine!
      Obrigada! Adoro pessoas que levam até as piores situações pro lado cômico, Judd é uma pessoa assim. Não tem como não amar!
      Beijos

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  3. li este livro e assim como você eu esperava mais e também não curti muito as atitudes de Judd, mas no final consegui rir e me divertir com a trama
    http://felicidadeemlivros.blogspot.com.br/

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    1. Na verdade eu curti muito o Judd, mas esperava saber o que aconteceu mais para frente, com a esposa e tal, pra mim foi tipo: não acredito que acabou!

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  4. Oi, Mari, gostei desse livro, um misto de deprê com situações cômicas, Judd ri de sua desgraça e adorei esse jeito dele. A cena do bolo com as velas é hilária, ri horrores. Mas gostei mesmo foi do drama que cerca a narrativa e dos conflitos familiares. Isso é muito real.
    Amei sua resenha.
    Beijo!
    Ler para Divertir

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    1. Obrigada Manu, a descrição toda da sena dio bolo é máximo, os pensamentos dsconexos, rolei de rir!
      Beijo

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  5. Não me interessei pelo livro e nem pelo filme.
    Bjs, Rose.

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  6. Só li até hoje um livro do autor e não gostei, mas achei a premissa de Sete dias sem fim tão legal que quero dar uma nova chance. Beijos, Mi

    www.recantodami.com

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    1. Ah Mirelle esse é muito bom, acho que não tem como não gostar, é muito engraçado e emocionante ao mesmo tempo.
      Beijos

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