17 maio 2014

[Resenha] Insurgente - Veronica Roth

Veronica Roth
Título: Insurgente (livro #2)
Autor(a): Veronica Roth
Editora: Rocco
Gênero: Distopia
Sinopse: Na Chicago futurista criada por Veronica Roth em Divergente, as facções estão desmoronando. E Beatrice Prior tem que arcar com as consequências de suas escolhas. Em Insurgente, a jovem Tris tenta salvar aqueles que ama - e a própria vida – enquanto lida com questões como mágoa e perdão, identidade e lealdade, política e amor.

Mas, gente! Que sinopse pobrinha, fala sério! Só agora que vi, porque tive que pegar pra colocar na resenha. Ainda bem que não dependia disso pra eu ler, senão tava lascada!

Minha experiência com Insurgente foi bem diferente da que tive com o primeiro livro. Li Divergente (resenha aqui) em menos de 24 horas, a história me consumindo momentos de descanso e sono. Já Insurgente foi degustado vagarosamente, tão devagar que às vezes eu precisava voltar algumas páginas para refrescar a memória. Por que estou falando isso? Acredito que o tempo que demoramos pra ler tenha ligação com o nosso gosto pela leitura.

Dessa vez, a quantidade de personagens me confundiu, pois não me lembrava de todos os nomes e de seus papéis na trama. Também não fui consumida pela história a ponto de inverter prioridades pra concluir o livro. No entanto, apesar dos pesares, foi uma leitura inesquecível.

Antes de começar a falar do livro (já que a sinopse não tá ajudando nada!), aviso que serei extremamente vaga, pois o risco de spoiler é grande. Então contentem-se com o resumão do parágrafo abaixo.

Tris e Quatro acabaram de fugir do complexo da Audácia com Marcus e Peter (sim, Insurgente começa no mesmo ponto em que Divergente acaba). A partir daí, eles buscam refúgio na Amizade, na Franqueza e até no que restou na Abnegação, sempre lutando contra a Erudição e tentando descobrir o segredo que motiva Jeanine a caçar e atacar os divergentes. Membros de várias facções, inclusive desertores da própria Erudição, se aliam a eles, e os sem-facção aparecem com um papel importante pro desenrolar dos fatos. A Audácia está partida entre os remanescentes fiéis e aqueles que se debandaram pro lado da Erudição, o que acaba por confundir muitas vezes quem é amigo e inimigo. Os soros são bem mais usados nesse livro, não só os de simulação, mas também outros que podem matar, mudar o humor, paralisar. Ah, sim! Não podia faltar uma traição pra dar aquela agitada.

Percebam que, devido a todos esses fatores, a quantidade de cenas de ação é enorme! Toda hora era tiro pra cá, correria pra lá, fuga daqui pracolá. E eu como? De-ses-pe-ra-da!

A culpa por ter matado Will consome Tris de tal maneira que atinge seus relacionamentos. Ela não só se sente mal pelo que aconteceu, mas também por não contar a Quatro/Tobias e Christina o segredo que tanto a atormenta. Aliás, segredo é o que não falta, todos eles têm algo a esconder, apesar de não sabermos de tudo porque o livro é narrado em 1ª pessoa pela Tris. 

Nossa protagonista amadurece bastante de um livro pro outro. O sacrifício de seus pais influenciou sua mudança de visão e norteia várias de suas atitudes. Algumas horas, Tris quer se igualar a eles; em outras, valoriza sua vida e, consequentemente, a morte dos pais.
Mais do que tudo, sinto saudade dos medos que senti nas últimas semanas, tão pequenos quando comparados aos de agora.
Não posso deixar de falar do melhor casal de distopias: Tris e Quatro! <4

Já disse na outra resenha que o fato de não ter triângulo me fez gostar ainda mais. O relacionamento deles foi construído lentamente no 1º livro, mas agora está mais sólido, apesar de em algumas horas o quesito confiança ainda ser abalado por pequenas coisas. Os perigos pelos quais passaram, as situações de risco que viveram e os objetivos comuns os aproximaram de tal maneira que dá vontade de botar o nosso pescocinho em jogo só pra ser salva pelo lindo do Quatro. Coisa mais maravilinda da minha estante!

Como uma boa distopia, é claro que o livro está recheado de mortes. E tia Veronica, que deve ser discípula de tia JK, sai disparando a metralhadora e não quer nem saber em quem o tiro vai pegar. Ah, safada!

Os vários locais de abrigo de Tris e Quatro nos permitem conhecer o estilo de vida das outras facções. Assim, vemos como é o relacionamento dos membros da Amizade e da Franqueza e nos aprofundamos um pouco mais na Abnegação.
Às vezes, sinto que estou colecionando as lições que cada facção tem a me ensinar e guardando-as em minha mente, como um guia para me virar no mundo. Há sempre algo a aprender, sempre algo que é importante entender.
Foi bem bacana a autora ter feito questão de explicar, já quase no final do livro, o motivo do nome. Uma coisa é a gente imaginar, supor, relacionar de acordo com a história. Outra é ela encaixar o nome num diálogo e dar um sentido concreto a ele. Adorooo!


- Insurgente. Substantivo. Uma pessoa que age em oposição à autoridade estabelecida, mas que não é necessariamente considerada agressiva.
De novo, eu fiquei nervosíssima lendo o livro, com direito a prender a respiração e sentir o coração acelerar. No final, depois da última linha, eu fiquei totalmente boquiaberta. Como assim????????? Fechei o livro, fechei os olhos, tentei dormir e só conseguia pensar nas inúmeras possibilidades pra Convergente.

Que venha o livro 3! :D

PS: Vi o filme e AMEI! Já leram? Já assistiram?

Beijos

12 comentários:

  1. Olá, tudo bem?
    Adoro essa série. É a minha distopia favorita. O final do livro me deixou super ansiosa por convergente.
    Ainda não assisti o filme.

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  2. Apesar de ja ter sido incitada a ler essa trilogia não sobra tempo!!!! e acabo me distanciando de distopias mais pesadas, como é a impressão que eu tenho que essa seja
    http://felicidadeemlivros.blogspot.com.br/

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  3. Geeeeeeeeeeente, eu ainda estou lendo divergente! Se eu ler essa resenha vai ser um baita spoiler hahaha.
    Amooo!
    Beijos!

    Page Segredos de Moda

    Blog Segredos de Moda

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  4. Adoro quando pego um livro e ele vem recheado com coisas especiais que vc citou: personagens que amadurecem, leitura degustada com muito prazer e sem pressa e final surpreendente. Pronto. Receita de sucesso pra me fisgar.

    (Tem resenha novinha minha aqui: Ler para divertir. Te espero lá. Bj)

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  5. Oie Giulia!!! Noossa eu estava morrendo de desejo de ler essa trilogia, porque ela parece ser arrebatadora, mas fiquei um pouco desanimada depois de ler um spoiler gigante no Facebook do final da trilogia, aí acabei ficando meia estressada e meio que desisti de ler. mas sua resenha me deixou bem curiosa, pelo fato da Tris amadurecer bastante durante a trama e também pelo fato de não existir triângulo amoroso ( quase sempre eles me irritam) e que bom que quase todo mundo tem um segredo no livro, hehehe. Outra coisa interessante é a Veronica não economizar bala, creio que as vezes isso deixa a gente triste, porque morre muitos que a gente não quer, mas no fim é só pra nos deixar com o coração na mão, hehehe. Enfim espero criar coragem e ler essa trilogia. Não assisti o filme ainda, mas tô louca pra fazer isso!

    Beijos!

    Meu Diário

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  6. Li Divergente mês passado, pouco antes do filme (que ainda não assisti) e ao contrário de você, li vagarosamente. Com aquele final e aquele gancho, acho que quando eu pegar Insurgente será uma leitura concluída em menos de 24 horas porque estou morrendo de curiosidade pra saber o que acontece nesse final que deixa todo mundo boquiaberto. Mas como não gosto de ler um livro de uma mesma série atrás do outro, pretendo dar mais um tempo e aproveitar pra assistir o filme.

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  7. Não li a resenha pois estou no comecinho da leitura! Confesso que com um pouco de medo, andei ganhando uns spoliers por aí e... Aaaai! Que saco, Tris! Hauhsuahsa, vamos ver se é verdade, aí comento de novo contando o que achei!

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  8. Flor juro que não li a resenha porque estou com medo dos spoilers (não tem como não ter nenhum visto que este não é o primeiro livro) e eu estou com eles encomendados e quero ter minhas primeiras conclusões sem me envolver com muita coisa que eu possa saber antes de ler! Mas sobre a capa: que linda!!! Vi algumas meninas comentando que não gostaram (pra não dizer odiaram) o fim que a autora deu a essa obra, e eu já estou maluca com tanta informação na minha cabeça!!!

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  9. Oi Giulia, eu ainda não li esta série, mas confesso que a sua foi de longe a resenha mais empolgada que li deste volume. Eu até fiquei desesperada ao longo da leitura da resenha, então imagino você lendo o livro.
    Bjs, Rose

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  10. Giulia que bom que você gostou tanto do livro. Eu por outro lado não fiquei assim tão empolgada com a leitura. Em algumas partes eu pensava, agora vai! E daí começava aquele nhe nhe nhé da Tris de novo. Ela estava abalada com muitas coisas mas me irritei bastante com a narrativa e as ideias dela. Levei umas 2 semanas pra terminar o livro, mas o final eu amei, estou louca pra ler Convergente mas estou com receio de gostar menos ainda que Insurgente, apesar de eu ter dado 4 estrelas para o livro. Eu assisti Divergente e adorei a adaptação, acho que ficou relativamente boa se comparada à outras.

    Beijos, Greice.
    diariodaalvorada.blogspot.com.br

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  11. Veronica roth escreveu uma ótima trilogia! Eu simplesmente devorei em uma semana.

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  12. Ahhhhhhhhh eu preciso ler esses livros =(
    preciso mesmo. Todo mundo fica comentando sobre, como tudo é incrível.. e eu não li ainda.
    O ruim é que por causa dos spoilers já sei até o final da série u.u um saco.

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